A pele activada.
O despertar da atenção.
A circulação quente.
O silêncio por atingir.
E de novo o dia, um dia. O sentir de uma imensidão estranha. Os olhos cortados de uma luminosidade nascente, apenas distante. Dos cimos de uma qualquer rocha, cresce o olhar agitado, a imediata busca de um movimento. Deixara correr assim as primeiras manifestações do efeito, da imagem. Ensaiara. Descera então essas escarpas, passos cautelosos, banhado em suor. Tivera deixado a noite atingir os baixos daquela cor e por todo o lado as sinfonias de um novo acordar. Faltava o gesto. Os espaços dessa vez. Seu tempo.
17 de dezembro de 2010
“Compreenderam que a razão só entende aquilo que produz segundo os seus próprios planos, que ela tem que tomar a dianteira com princípios, que determinam os seus juízos segundo leis constantes e deve forçar a natureza a responder às suas interrogações em vez de se deixar guiar por estas (…). De onde provém que a natureza pôs na nossa razão o impulso inalcançável de procurar esse caminho como um dos seus mais importantes desígnios?
E. Kant ; (prefácio da segunda edição de a “Crítica da Razão Pura”) – Gulbenkian.
O “caminho da providência”. Da “posse”. Da saciedade. Da “razão” enfim. Como fora o “indício” do mais primitivo dos instintos.
E. Kant ; (prefácio da segunda edição de a “Crítica da Razão Pura”) – Gulbenkian.
O “caminho da providência”. Da “posse”. Da saciedade. Da “razão” enfim. Como fora o “indício” do mais primitivo dos instintos.
16 de dezembro de 2010

Palcos de fundo de uma justificação, subtil. A acção. O “estado indeterminado” ‘e a própria composição. O estado dela, seu momento. Poderá o quadro estar acabado em qualquer momento dado, estado? Sem dúvida, é sempre um quadro acabado. O quadro que, no seu “momento”, coincida com o “Zeitgeist”, é o quadro “perfeito”. O quadro em que a tensão exclusiva do artista coincide com a conveniência do tempo, com a intenção do tempo, é o quadro onde tudo fica claro.
J. Vermeer - "A Arte da Pintura".
15 de dezembro de 2010
Um diagrama preenchido é incompatível com qualquer tipo de leveza.
Apenas nada e o calor. Árido, ávido, efeito.
Atentado de um poço de ar cardíaco.
Os momentos do terror sanguíneo, (como se o excesso da passagem deixasse um turbilhar no pensamento), são pensamento da terra, dos corpos.
Naturezas da relação.
Apenas nada e o calor. Árido, ávido, efeito.
Atentado de um poço de ar cardíaco.
Os momentos do terror sanguíneo, (como se o excesso da passagem deixasse um turbilhar no pensamento), são pensamento da terra, dos corpos.
Naturezas da relação.
Outra tentativa.
Todas as tentativas.
Os percursos de uma posição móvel.
Uma isenção, antiga regra alquímica.
Nada, nada, um chegar da natural matéria.
Qualquer coisa.
Qualquer pensamento, destacado.
Aquelas antigas elevações das fontes ocidentais.
Graves. O suceder dá que pensar.
Talvez possa começar.
Fica uma certa arrogância.
Todas as entrecruzadas condições,
Causas desse atingido sentido.
Todas as tentativas.
Os percursos de uma posição móvel.
Uma isenção, antiga regra alquímica.
Nada, nada, um chegar da natural matéria.
Qualquer coisa.
Qualquer pensamento, destacado.
Aquelas antigas elevações das fontes ocidentais.
Graves. O suceder dá que pensar.
Talvez possa começar.
Fica uma certa arrogância.
Todas as entrecruzadas condições,
Causas desse atingido sentido.
Todas as vidas passadas e fica o momento.
Passam dias, horas, eu, já não dou conta.
Está frio aqui. Já não digo “um dia”.
Percorre-me todas as fibras o abandono da razão, dos percursos.
Não conto os encontros, não conto nada.
Por vezes, é certo, chega-me essa memória intrusa.
Como lhe responde o vazio.
Nada guardo.
Sinto o olhar perdido, bem sei, fica-me, como fora nesse lugar em que todas as palavras perdem-se, onde os actos nunca chegam.
Afasto os sonhos.
Perto, apenas essa miragem.
Estátuas.
Já nada é estranho.
Os olhos que te percorrem não eras tu.
Recomeço por fim, (é sempre recomeçar), no fim dessa imagem qualquer coisa de nada … e o que resta?
Continuar? Concerteza.
Passam dias, horas, eu, já não dou conta.
Está frio aqui. Já não digo “um dia”.
Percorre-me todas as fibras o abandono da razão, dos percursos.
Não conto os encontros, não conto nada.
Por vezes, é certo, chega-me essa memória intrusa.
Como lhe responde o vazio.
Nada guardo.
Sinto o olhar perdido, bem sei, fica-me, como fora nesse lugar em que todas as palavras perdem-se, onde os actos nunca chegam.
Afasto os sonhos.
Perto, apenas essa miragem.
Estátuas.
Já nada é estranho.
Os olhos que te percorrem não eras tu.
Recomeço por fim, (é sempre recomeçar), no fim dessa imagem qualquer coisa de nada … e o que resta?
Continuar? Concerteza.
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