14 de maio de 2012

Depois. Animal. Toma o tempo. E. Num sorrir desfalecido. A cada cínico impacto. Aprende o sentir. Demais. Delicodoce. Mostra-o belo. Quando chegar, se chegar, não recordes. Qual seria o prazer se falasse as palavras, doces, do afagar sugestivo. Jogos infantes. Um rápido adormecer próprio, que raio.

Ao tirar na hora certa. Em multilocal disposição da voz do andamento. Pode-se o caos.

13 de maio de 2012

Não posso, no entanto, evitar o sentir, por causa do lugar, suponho.

Que ao acto não corresponda a palavra em esperanto horizonte. Suave. Apodera a palavra em contraponto atributivo do jogo dos princípios. Reflexo ao chegar. Eis como cai. Assisto-o no olhar colérico. Faz dor. Silencioso se é que me faço entender. Nunca marca o outro incondicional acto de entrega. E digam que é económico que eu gosto. Do pão na boca, todos os dias.

Assim fundam-se palavras, conheço bem, e a solução disso também. Um distenso silêncio defronte à contraposta palavra. Todo o dia é o morrer assim.
Sim, dizia, fazia, que ouvia, mantinha o dia, enquanto podia, e é a vida, via.
Quando chega apresenta-se assim, assim que chega.
Num pressentir que informa da possibilidade em terra de, que, no entanto ainda não chegou.
Que fazer.

Um homem não é uma ilha diz-se. Clixe.
E não há resposta, apenas o acto e a contraposta palavra.
Muito falta o chegar ao reconfortante vazio.

Amanhã, dispersa flor, da recordação colheita irás cair, nas terras do demo, tua concepção de origem. Não vou, portanto, mais pensar na causa disto ou daquilo que chegara de dentro, o horizonte é como dizer as palavras, que as leve a boa intenção.

11 de maio de 2012

Num.

Fio que suposto vem de cima e cada vai perdido em casa bom,
não tanto em casa mas próximo,
permitir-me-ei das palavras em que decido a processada memória,
pois nunca o mesmo é um certo adquirido,
e no homem tarda a surgir ao tranquilizado canto do espera aí que já lá vou
quando desmoronar o hábito e for altura dos factos,
meia palavra que não conta, e é tão pouco, que tanto faz,
o favor que me faço, no acto do contraponto à palavra, ou vice versa.
De vez em quando.

Toca o tambor, num porto remoto,
e já faz algum tempo recebo-me ao interior
e espero o dia acabar
exultante em cor que vida mais que palavras.

Estarrecido de tanta palavra.

10 de maio de 2012

Antes do mais já não interessa.
Esgota-se a hora em adjectivada agonia, que mania.
São vícios suponho, outras espumas cadentes, dialécticas.
Como a lança no sonho adormecido ao abraço das cercas velhas.

E logicamente a madeira não fala, por mais que se entenda.

Porém, com o passar do tempo, mais vale o silêncio, o volteado cabelo, uma voz cantada, um corpo que rodopia em crescendo o ritmo.
Tanto que, como era, nunca iria, pois é sempre, já dizia.
Repete-me então no espelho das predispostas faces, as formas, da mão, em desenho, dar lúdico e coração que palpita.
No cérebro não que é demais no entanto, fica no que se deixa, contemplativo.

9 de maio de 2012

Que de novo possa fazer conta o tempo todo por nada. Pois no início mostras sempre uma certa verdade. Tanto assim é que recomendo a lição do passeio acaso agora que vão dizendo o sol as abertas almas em quantas posições possíveis, se é que isso é possível. Aproximem-se a sombra em via cinzenta, na dispersão da luz, à espera dos olhos, numa prosa acima, em coro da contemplação qual faria como tu, no instante. Pois nas folhas passam labaredas da terra em soberba tangente como esfinge que, depois de lá muito passar, chega-se em refracção, ou, talvez, numa linha solta à razão de dentro. Raio, como é boa a luz disse.

8 de maio de 2012

Alerto era o que não sei quê mas não são, claro, sei lá eu,
é como naqueles, sabes, muito, e a língua mais, como é lógico,
o que é bom é apanhar a totalidade da ideia, estás a ver, mas qual ideia, não é,
normalmente falam, seja lá isso,
nota contudo ou então vai, eu não saio daqui,
por enquanto sem dúvida que se pode, de alguma maneira,
considerar em certas zonas, concordo,
porém, o mais das vezes não se percebe nada,
pois enquanto o outro é outro, é mais pior, estás ver a figura,
sim, os factos são esses, verdadeira maravilha, assim ainda vá,

– nos sulcos da galopante espuma onde silva um tangente azul ribeiro –

mas só do outro pois eu não me lembro, o outro é que foi, sim, é isso.
Sublime ficar-me-ás retida.
No calor que assim se faz sem ser de súbito, e, quando
dessa correspondência vermelha,
encantado se soma o sinal da luz que faz,
ponto,
mecanicamente em causa de esquecimento.

Outro. Logo que possa. Mas adjectivo não.

7 de maio de 2012

Uma canção de embalar. Palavra do território.

Todo o dia falta o tempo que levas no rio
Em sonho das aparas do inferno, que, levantem-se assim que possam, vão atirar-se à empresa.
Obra, mas com cuidado. Pois quanto vale o qual útil sentido a pena usufruir
Tanto faz à sombra do sol quieto.

E da estação via uma qualquer pertença deste ou daquele grito
Num fluir ou nem por isso.
Da próxima vez veremos se faz tão tarde e tão depressa
Pois o encanto não espera.
É o que dizem.

Ostensivo. Faz-me um beiço. Na sombra. Do sono.

4 de maio de 2012

Estação. Linha de apresentação.
Um significativo silêncio.
Algumas palavras de circunstância.
De vez em quando um torpor.

Saber o lugar é reconhecer o peso dos actos, das palavras “mágicas” do constranger.

Eu, nós. Existirei perdido.
Sem querer saber porquê - o que de resto é imenso.
A quem passa que sirva na mesma voz o belicoso insurgir do estado absorto.
(Monumental posição na volta do sentir estar).
E, realizado ou não do sabor, vaziado, submeto e vivo de longe um dia.

3 de maio de 2012

Já por aqui estivera mecanizado. Transparente. Ao final da rotina, necessária condição, a dizer dos princípios. O fazer numa coisa é tipo mexido pois tem uma grande capacidade de reter informação, estás a ver. Ainda por cima. Ou então era assim, vê, um saber enorme, quem é que teve a ideia, já pensei nisso, no entanto, pode ser, mas é complicado. Estava para ali com novas a ver o ruído a arrancar pá, está. No entanto já não sei o que é feito, cheguei a essa conclusão através. É realmente uma grande mudança. E então aí, aí é que vai ser bom, pois são outras as vantagens, passei eu, quando, completamente toldado das nuvens, comecei a fazer estado. O outro ria e não é por mais, acho, bom, sabes como é, por mais não, de resto, acaba sempre por sentir-se o que supostamente seria. Agora é mais fácil. Temos o sininho e fala, o que dá sempre um certo jeito, estás a ver, muito mais cedo.
Tambor. Abandonada dor.
Partícula de ligação.
Que tome a decisão da cor.
“Contrariamente a todas as outras formas de dominação, a dominação económica do capital não pode ser eticamente regulamentada e isto por força do seu carácter “impessoal”. Nas suas formas exteriores, esta dominação manifesta-se quase sempre sob uma forma “indirecta” e, assim sendo, torna-se impossível identificar o verdadeiro “dirigente” e, logo, endereçar-lhe “exigências” éticas.”

M. Weber – “Economia e Sociedade” – (trad. livre da trad. francesa)

1 de maio de 2012

Ora pronto o acerto interlúdio.
Repetida voz chamada como um reflexo catita viste.
Aqui, bate as palmas, já faz momento.
Antigamente era e referira, é complicado,bem sei.
Por vez não sei quê não sei se dá mas está, como pode.
Numa altura que nos graça, para dizer a verdade.
Decerto não é dizer a mais se fora alguma coisa de especial.
Exemplo: chega o perfume e faz-se iluminação, sabes, o que vem, nem, nem sequer, e não é por nada, mas há certas coisas que não é suposto e parece no entanto que sim, que foi.
O lado de lá, o lado de cá, e vai daí arrebenta, pronto.
Feito absinta dissolução.

27 de abril de 2012

Arrasta o dizer, inquieto.
Um esgar ou espécie de lugar.
Na migração descuidada.
Da indiferente justificação disso.
E a útil concórdia.
Ondulada sóbria delícia.
O significado abate.
Na marca do dia.
O vamos da nota histórica.
Em vão que ignora enquanto fala.

Qualquer coisa que fica particular, mais não.
Quando se clarifica o diferente não se fale em ritual ou qualquer outro tipo de igual engano da regular porta do constrangido caminho em directiva a fundo. E o respirar da circulada maneira na pele de dentro fica em palavra como raiz ao não expresso, em desde logo e desde cedo, que deixa rasto por entre a multidão dos animais recantos na oculta função do cimentar metal dos ossos irascíveis.

Depressa a colocada palavra conquanto que nem existira.

24 de abril de 2012

Aceso via palavra.
Que significa o tanto.
Num porquê convicto.
A seguir em passo equilibrado.
O multifacetado reagente.
Regresso de nada.

É o que se diz que nunca cessa.

Por sobre as ondas voga,
um prateado reflexo de luz,
que nebulosa escapa,
do seu escumoso recesso,
aos cristais do quase mistério.

Teu. Tão. Tanto. Bom.

21 de abril de 2012

O pão. As portas. Rosas da Turíngia. Um sistema periférico.

E o olhar.

Uma última vez revolta a persistente ideia na sôfrega voz em câmara da inquieta luz. Factos das ligações férreas. Violeta e concordante odisseia do senso ao multiplicar do pão providente à mesma hora do agónico toque. São tempos difíceis. A luz, em circular rajada férrea da palavra muda, em disposição mista, a premissa do mundo ao plano do acesso alto. Fundamentalmente a mesma dúvida ao percorrer-te as almas desse lago dormente onde chega de vez a substancial figura dos sortilégios em fuga numa coloração castanha do rio antecipado. Ao pormenor. Como um espreguiçar ritual das ruas horizontais em saudação do frio, ou cada.
Violentamente rósea.
Escorre a neblina no porto.
E quase fico adormecido o bastante.
Em afazer de navegante.
No que avança da intranquila presença.

A falar dos mais dias.
Da soma da luz decomposta.
Do mais ou menos.
Distante recordação doutro.
Em coincidências do dia que seja.

E o solo ao caminho.
Dispõe que baste o viver.
E na sombra apalavrada do mesmo.
Ocorre nocturno.
O arremesso em sais do quê.

Mais logo, no regresso, o saberia, eis.
O sinal de linha espera.
No olhar em vez da imagem rara.
Em lugar tal ausentado.
Num burburinho irradiante, indiferente.

O compassado movimento urbano persiste em voz mecânica e fica lá, na rotina das parangonas abertas, a debitar matérias da combustível conversação, de novo diria, existisse, o que sonhara sentir a mais, mas esqueci.

19 de abril de 2012

A manhã chega assim soluçada.
Em gotas de arco-íris.
Depressa aos tectos iluminados.
Uma promessa fugaz talvez.
Ou um ligeiro acontecer das primeiras vozes confusas por enquanto.
Como se o belo escapasse em função necessária.
Num passo lento.
Que A parece.
E espraia qualquer coisa de indolente.
Em viagem.

Depois o presso agitado
iniciar do fogo
em representação
discreta
do manusear das mãos
em evidente olhar
discreto de relance
à natural seda
dos lábios em cansaço.

17 de abril de 2012

Da bátega perdida.
No jogo onde se funda vazio.
Até quando mundo.
O possa.
Dizer da imagem tão vez.
O nome que fica.
Primeiro.
Em esperanto torpor.
Na membrana do avençado sentir.
Ao início primaveril.
Do pensar.
Isso.
Que fundamentalmente olhar.
Assim.
Mais logo requinto.
Ao acordar após da marcada hora.
Nos istmos alternativos.
Da migração muda.
Em horas a hora e dias que baste o quer.
A organização mundial da dor em específica pré-determinação do lugar.

O prolongar da fala
ora ao decaído
o alaranjado sol
que diz
a colocada marcha
do olhar ciclista.

Arre o fim do dia.
Longo.
Que na volta passa em tangente aos cansaços vivos.
E em nocturna palavra basta ao pulsar.
De por quem mais um dia é dia, e ao final do dia, do dia o fim, do dia.

(E mais uma ou duas será pouco).

14 de abril de 2012

“Vejo o problema ainda mais claramente. Há qualquer coisa, na vida humana, que impõe o instante à felicidade até ao ponto em que felicidade e instante parecem inseparáveis como irmão e irmã. Isto retira toda a coerência às grandes horas de felicidade da nossa vida (um tempo em pedaços no tempo), e isto dá a todas as outras (horas) uma coerência necessária, uma coerência de urgência. Este qualquer coisa faz com que a vida que levamos nos deixe profundamente indiferentes: que possamos indiferentemente comer carne humana e edificar catedrais. É por isto que é sempre a mesma coisa, que apenas se produz uma realidade completamente exterior.”


R.Musil – “O homem sem qualidades” (tradução livre da tradução francesa)
Vêm, diferente(s) e o mesmo, com cada é diferente e o mesmo, com cada a ausência de amor é diferente, com cada a ausência de amor é o mesmo.

S.Beckett (trad. livre)

13 de abril de 2012

O suspenso momento fundador da queda.

A invasão da condição grave faz sentido oportuno, a circunstância, por outro, é incompatível, ou talvez não.

Como dizer, então, o veiculado funcionar do fundamento em composição linear do indescritível tal acto acidental da incondição excessiva que aproxima e diverge aos extremos do instante levado a fim?

Sorri.

Na escolha efectivamente o move,
e uma afinidade é uma afinidade,
e na hora das tautologias na carne,
e seu ditado,
e fosse qual fosse,
o dizer interior,
do tempo,
desde o instante.

Disse: a “condição” do acto acidental é a prossecução do tempo sentido em relação incondicional aum fim, que é o acto, e é isso a separação, que é o desvio posto em tempo do sentido no sentido incondicional, notado em próprio sentido, ou resolução, ou seja, as duas faces do objecto, os dois termos do tempo, raros, ambos.
E nem mais uma palavra travessa, intranquila.

As costas em posição colérica
condescendente aqui,
ali sua real, despertam, ao passar
das linhas oceânicas,
o não determinado portanto
das histórias da convenção condicional
onde teria visto
as ondulações reflexas do nome,
que já não lembra-me,
aliás,
nas notas de rodapé,
os miseráveis na morte em silêncio
aos castelos só na chegada d'um mar inicio,
como se doutro dia se tratasse.

12 de abril de 2012

Relógios matinais.
O rumor do bairro maldito.

O íntimo calor próximo, um sinal, qualquer coisa
Mais e mais a cada dia
Sem fim.

Ecos das palavras com fim.

11 de abril de 2012

Cala e funda o imaginário do imaginar.

Como magnético rubor.
A ideia fere, arremete.
A sombra do astro em chama cume o vértice da fixação plástica.
Belo. Preciso.
Como fora a glorificada glorificação da lua e os seus anunciados reflexos.
Por corpúsculos matinais da terra em condição.
Nos verdes, vales verdes, esquecidos de novo.

Muito mais sim que não, não, como a lua, como tu.

Cristais ao lapidar pormenor, diga-se.

4 de abril de 2012

Dos altos planaltos assim falara:

Suplicante da terra dupla vermelha, traz-lhe a fundação da fundação, por sobre o mar, povoado das ondas terríveis.

Numa encenação que fica. Culta. Cultivada quer dizer.
Cessa o olhar. Evanescente janela.
Por antiga história homens disseram-se por si grandes.
Como um tornado, tornado simples.
O álcool, em estado puro, avança o leguminoso crescendo.

Tem-se a noite então não.

3 de abril de 2012

Soturno.

No corredor da noite enquanto espera. Aos primeiros raios que chegam por entre a bruma onde pesa o sincopar das métricas indecisas. Uma vigília deixa suspenso o acto espesso. Omisso povoado. Na marcada terra que espera, do dia, os renovados instantes.

Alegoricamente, como é suposto, contaria então do acto (in)condicional - posso-te em requintes de displicência.
O esquecimento da presença e o reaparecer da presença.
A não presença presencial.

As palavras não são ideias, apenas palavras.
Cultivam-se como campo de ostras suspensas em parcial vivificação.
Num sorriso à mesa em branco. Solene.

Como o natural jogo da vida e da morte se é natural é bom será?
Quer dizer, até ver, afirmo o ínfimo instante. É natural.
Como é fugaz a certeza. Quomo q’outro.
Nos dias da palavra quanto mais dito assenta, e assento isso, na vertical vez do excesso disso, instante que não é nada disso, silhueta que volteia, ao arrasto da voz, em deslizante linha ao centro, isso.
Pré-tenso o contivesse a contingência quer dizer sim, diferente, ou como não, nos olhos do reflectido momento. O jogo. Vale. Diz que esqueci por força duma utilitária exercitação nos raios da enlouquecida luz. No cimento. Som. Alto que morde a pele em labareda. E a roda toma o tempo. Fora de tempo. Fora de fim. Na deriva que vertiginosamente cai. Faz-se. Por fim.

1 de abril de 2012

O movimento imperceptível dos olhos revela o que falo da fala de quem diz e fixa a matéria em circuitos canais irrigados como se se fendesse a rosada carne em displicentes, porém arrojadas, fases da lua esvanecida.

O ruído da repetida repetição era o mesmo de sempre entretanto.
Novos mundos, velhos mundos.
A introversão de vez nos castelos.
A medida do consenso em passeio à beira mar.
Flatulências da flor amarga e distante.
Uma em cada e cada mais vez disposto em volta.
Rouco o grito na pele assim.
Como o vento em células do quanto mais baste não chega.

A rarefacção do ar. Exalações. Sãs fibras disto.
Torrente tempo suspenso em silenciosa palestra nos cantos labiais do fogo.
Quanta condição do querer na face voltada.
Olho o esventrado corpo em momentâneo apaziguamento.
Digamos. O silêncio é melhor.

E o mar. No reflectido planalto da luminosidade estranha. Um dia o tempo todo parou na penumbra de uma peça perfeita. E quanto mais me atinge eu mais me esqueço. Das verticais semelhanças que asseveram a paradoxal instauração do conforto. Entenda-se ou não. Facto. O recomeçar a cada dia é feito ao ritmo do sol que se (a)levanta. Outro. A noite é mais dada ao sonho, ou à insónia, nos fumegantes corpos que retardam. Isto são factos. Seria possível, no entanto, outro tipo de notação.

Luminosas arestas expectantes.
Superfícies do silêncio na direcção corrida das palavras.

Em aparente estado de vigília. Não é?
Amassar nas mãos até que tome forma.
Como o pão, no fundo.
A marca do verde a fundo vale
A festiva passagem num olhar de relance.

Os ombros esfacelados.

Marco sinal.
Como o aço.

31 de março de 2012

Raio. Fonte. Luz.
Além teu horizonte o vê como se rasga um céu na palavra nocturna.
Imagens de passagem, nada mais.
Um fio separa o lacónico olhar de serpente cala, revela.
Passa o tempo à visão do crepúsculo.
Colorida cor toma sim do silêncio o melhor qualquer enredo na palavra.
Teu noutras palavras.
Máscaras escorrem dos ressequidos lábios.
Perdido horizonte.
Ao natural poder do sangue cumpra-se esse,
na vida,
ao significar do pormenor em manifesto espelho disso.
A multidão informe. O seu nome. O censo.
Cala-me esta dor das mãos.
Terra da lapidar palavra causa disso.
Edifícios. Logo. E feito.
Em causa de cor sim.
Na ramificada lama da espécie contínua silenciosa.
Terrível matéria!
Simples, sabemos, vai-nos ficando, como num sonho.
Perde-se e faz-se em lei com um ponto de partida.
(Insolente seguinte).
Duma antiga história se comenta, diz-se.
Oitavas acima chegam as invocadas cordas da solenidade ao som das violentas matérias totais como fora o pormenor das ulvas ou se tomasse o vento e ficasse uma paixão, um querer sim. Coisas. O gesto na fala vem qual sentimento perdido que rasga o tanger dos sítios enormes, loucura de uma costa antiga. O agora do mundo jorra em irrelevadas matérias os símbolos da coloração. A luz, entretanto momento, revela a compleição dos vívidos engastes, e o horizonte, em plástico pormenor, fica como a um nada suceder, mais ou menos dia se refaz o percorrer das imagens e não se diz sí.
As linhas dessa flor me não dou de tão coloridas sátiras ao uníssono aparecer quer, e o que quer.

As florestas de sal. As súbitas vagas de um vapor quente.

Possam, as ondas rebatidas, oscilar entre o caos e o caos que acompanha, pois fica perto o despojar da sensação do bem estar de si só que cresce a visão na tangente em matérias do falar de ser o quê?

Sinal indistinto.
A tudo isso é melhor o silêncio.
Por detrás da forma ordena-se em convulsão o grito na casa de estar.

Com soma.

Talvez dobrem por alguém, os sinos.
Ou a raia esconda o prelúdio de qualquer coisa de novo.
Mas nos rastos da sombra da multidão extrema.
No fugaz protagonizar que passa.
Um parecer da imagem vista em festa ao aparecer.
Na parede em sombras putrefactas.

30 de março de 2012

Calo
E não chega
Isto
Em matéria
Densa
Que fica
Nu vem
E sai (como chegasse)
Ao(s) corpo(s).

À passagem de uma estranheza que tudo perpassasse o irreal das coisas chega como o sangue avesso a uma experiência livre e toda a palavra quer-se limpa e solta ao esgotar da noite q’atira em critérios de ilusão como se dessa fonte agarrasse alguma coisa. Um rasgo.
Alquímicamente fútil oculta o ferro na palavra.

Raia o sol as ondas do mar o diz além da traçada cor aberto ao que de si lhe diz respeito.

Sais da terra. Alta lua. Desce. Baixo. E esta?
Onde estaria qualquer imagem antes que aí lhe chegasse?

Conclua-se a libertinagem nos ultra-mistérios do tio, do filho, e da mãe.
Conclua-se o excluído sim.
Libertem-se as amarras da cereja lúbrica ao arredor da frequentação da noite.
Em torpor cego como um cacho bom.
Em Mome do Nome.

29 de março de 2012

Palavras da eterna substanciação do horizonte em calor.
Máscaras que escorrem dos lábios da situação.
Afinal. Que pode fazer. Um outro horizonte perdido.
Além das enredadas palavras do artifício chamado natural poder.
Naturalmente.
Se cumpra em retalhos do pormenor.
O significativo. Espelho.
Arreigado informe em seu nome.
E a gente rendida.
Ao imenso censo atribuído.
Atribuídos.
Cala-me esta dor aprende as mãos.
Ah. As histórias de um efeito. A causa. As cores sombrias. Sim.
Logo lama espécie do sangue em segredo ramificado da guerra e contínua progressão das matérias terríveis, posto o passar bem, bem desapercebido, quer dizer.
É, sabemos, vai-nos ficando, como num sonho.
Teu horizonte.
Vê como rasga o céu
Em nocturnas imagens do choque.
Na passagem do momento
Um fio separa
E agarra
O lacónico olhar que cala.
Passa o tempo.
Os funerários carros coloridos correm na madrugada à visão do crepúsculo.
Como sim tomas.
O silêncio é melhor
Que qualquer enredo na palavra teu.
Qualquer disposição plena de si sai como um fio enternecido em três, em quatro, etc … a restante fica, numa ligeiríssima pressão, no muscular anteposto em extensão coaxial assente ao campo na beira da procuração do sentido, facto das decadências, dos corolários.